
Na hora de comprar um carro: Uns fazem questão de um carro que atinge 240km/h em 7seg. Querem itens cromados, janela elétrica, ar, teto, air-bag , porta trecos, capa de estepe, etc. Isso tudo parece uma simples bobagem para quem compra um carro, que tenha 4 rodas, volante e que o proteja da chuva. Ou aqueles que preferem comprar uma moto.
Na hora de assistir futebol: Há aqueles que fazem questão de ir ao estádio e se divertir com o público. Corre o risco de se envolver em brigas de torcidas, ou assaltado na volta para a casa no escuro. Pode ter gente achando uma grande bobagem, e assiste pela TV, no conforto do lar, seguro, e dormir imediatamente quando juiz apitar o fim da partida.
Na hora de escolher um hotel: Gente que faz questão de se hospedar em um hotel com o máximo de estrutura, como piscina aquecida, academia, sala de charuto, um bar completo, um restaurante com pianista, área wi-fi, internet em todos os apartamentos, etc. Há aqueles, que se satisfazem com uma cama e um banheiro limpo.
E na hora de escolher um telefone celular: Há aqueles, que se der para “telefonar”, está bom. Mas a grande maioria, quer acesso à internet, que tire fotos, filme, tenha espaço de vários gigas de memória, que receba e envie e-mail e adorariam comprar um aparelho que pudesse esquentar a comida.
São pontos de vistas e desejos diferentes. Mesmo com o mesmo poder aquisitivo, há quem prefira o mais completo e outros que querem apenas o básico. Nesses exemplos acima, eu mesmo sou a favor de um e contra no outro.
Nos restaurantes é a mesma coisa. Gente que faz questão de se acomodar em poltronas feitas na Grécia, com talheres desenhados na NASA, pratos italianos, tapeçarias e armaduras chinesas, música tocada por um DJ residente, chefs famosos e mais um monte de coisa. E tudo isso embutido na conta. Então antes de sair de casa, e antes de procurar onde jantar, pense: O que eu quero? A partir daí, escolha o restaurante. Não julgue o gosto do outro. Vocês podem se odiar ou até se machucar.